Bem-Vindo!!!

Todos os fatos aqui postados ocorreram da maneira como estão narrados.
Tirando uma mentira ou outra é claro!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

VAMOS OCULTAR UM CADÁVER?

Para os amigos tudo... Até a honra!
Você faz de tudo pra não se meter em encrencas.
Mas tem certos amigos que vc entra no fogo com eles.
Não dá pra fugir.  Vc faz porque sabe que eles fariam o mesmo.
O crime de homicídio prescreve em 20 anos.
A historia que eu vou contar aconteceu há 25, portanto acho que já prescreveu.
Mas por segurança vou omitir os nomes.
Duas da manhã o telefone de casa toca:
- Alô!?
- Nelsinho é fulano.
Já sabia que era encrenca.  Naquela hora e naquele tom de voz....
- Diga!?.  Que é que manda?
- Fale baixo e não diga nada a ninguém.  Venha aqui no motel e me procure no quarto 05.
Gelei.
Me veio na hora, que ele tinha matado alguém.
E pior, minha incumbência era esconder o corpo.
Vesti uma roupa rapidamente escovei os dentes e fui.
Antes é claro joguei uma lona, uma pá e um picarete em cima da Pampa.
Se tinha de fazer ia fazer bem feito.
Cheguei no Motel, que naquele tempo era por trás do Hotel Jatobá, o portão se abriu e lá fui eu para o quarto 05.
A Deserter XK do meu amigo estava parada e ele já me esperando na porta.
- Pode dizer!
- Vc tá cego, não tá vendo não? me disse injuriado, apontando pro pneu traseiro murcho.
- Tô com problema de coluna e não dou conta de trocar sozinho.
- Féla da puta.  Vc me acorda de madrugada pra trocar o pneu de seu carro?
- E vc queria que eu chamasse quem?  Minha mulher ou o marido dela?  Disse apontando pra porta do quarto.


A gente se mete em cada encrenca...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

PROCURANDO A "BESTA FERA" PAUFERRENSE - 2


Não me lembro mais onde foi a exposição, mas no domingo eu estava lá.
Peguei, como diz a música, quatro condução.  Duas pra ir e duas pra voltar.
Fiquei realmente impressionado com o tamanho e o porte dos cachorros.
Aqueles certamente punham medo em qualquer um.
Todos bem cuidados, gordos e escovados preparados com refinamento para o desfile de gala.
Seus donos conversavam uns com os outros e mostravam orgulhosos os pedigrees de seus animais.
Num canto meio acanhado tinha um rapaz com um Fila tigrado de preto.
Grande ele era, mas estava magreirão e com um olhar de fome.
O dono certamente já pensava no que estava fazendo ali no meio de tanta pompa e circunstância.
Os juízes começaram a examinar os animais, anotando em suas pranchetas as observações.  Passaram pelo magreirão com um ar de desdém.
Eis que de repente irrompe no recinto um dos juízes com um revolver de espoleta em cada mão.  E tome tiro.
Foi um Deus nos acuda.  Cachorro correndo pra todo lado.
Um Caim, Caim, Caim de cachorro frouxo por toda parte, uns até se cagaram de medo.
O magreirão deu um pulo e partiu pra cima do homem dos revólveres.  Se seu dono não lhe segura firme tinha lhe feito em pedaços.
Fiquei resolvido e durante a semana comprei um filhote de Fila tigrado batizado de Comanche e ainda de lambugem aprendi uma lição.
Damos muito valor a nossos amigos afáveis, bons de papo, limpos e bem escovados, que nos acompanham nas cervejas do final de semana.
Apreciamos a companhia de alguns bajuladores engravatados, conhecedores de vinhos e acepipes caros em detrimento às vezes daquelas pessoas humildes que nos acompanham ao longo da vida, deixando até de convidá-los em algumas ocasiões especiais.
Pois vejam vcs.  Quando o sapato apertar não espere que os cervejeiros, os bons de papos e os bajuladores venham lhe ajudar.
São os primeiros a lhes virarem às costas.
Aqueles que já sofreram as agruras, que sabem o que é o trabalho duro e as privações é que lhe socorrerão.
Vc dorme com seu Poddle dentro do quarto, lhe dá ração, manda ao cabeleireiro, passeia com ele de carro e lhe beija na boca.
Mas quem vai lhe ajudar no momento de precisão é aquele magreirão que você dá resto de comida e que dorme ao relento num buraco que cavou na areia do muro.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PROCURANDO A "BESTA FERA" PAUFERRENSE

Em Recife morava com meus avós.
Meu avô Rodolpho, era um senhor baixinho, gordinho e careca.
Um típico avô.  Sempre de bom humor apesar da idade e da saúde debilitada. Um doce de pessoa em todos os aspectos.
Leitor voraz de jornais e revistas, recebia diariamente umas 03 edições jornalísticas do Estado.
Eu não vou negar, também lia os jornais, principalmente os classificados, que naquela época não oferecia mulher ainda.
Mas cachorro já ofereciam.
Comecei a busca do cão “besta fera” pra levar pra PDF.
Comecei procurando por um Pastor Alemão,  que bonito e dócil não fazia medo a ninguém.  Desisti.
Passei para o Boxer.  Uma fraude.  Medroso que só ele.
Gostei do Doberman, mas disseram que mordia até o dono.
Dei uma pesquisada em uns livros na biblioteca do Colégio Nóbrega, onde estudava e surgiu uma raça que poderia se adequar.  O Fila Brasileiro.
Lá pelo final do mês, já tinha gasto quase todos os meus passes de ônibus na busca do Cérbero pauferrense, e ainda não sabia onde achar esse tal de Fila Brasileiro.
Vovô foi quem chegou com a solução:
- Vc viu no Jornal do Commercio?  Tem uma exposição de Fila Brasileiro no domingo!
Tinha visto não.  Mas anotei a hora e o local, e domingo com certeza eu iria dar uma olhadinha...


Esse impõe respeito


domingo, 21 de agosto de 2011

O SABIDO ERA BURRO? - Parte 3

Albert Finermann era um alemão errante, talvez egresso das hostes nazistas, que por força do destino veio parar no interior de Alagoas pra trabalhar na construção da estrada de ferro.
Não criava raízes em canto nenhum, e com um par de anos foi embora largando seu emprego na Great Western que mais tarde transformou-se na RFFSA, popularmente conhecida como Réfésa.
Deixara no entanto uma semente plantada no bucho de Gumercinda, cabocla bonita, afilhada do Cel Laurindo Dantas.
O rebento nasceu “de tempo” e o sangue alemão se sobressaía em todos os aspectos, desde a tez da pele até o azul profundo dos olhos a lhe ressaltar os cabelos loiros e encaracolados.
No pai, a estatura e compleição desaconselhava qualquer forma de embate físico, já o miúdo era miúdo mesmo, e nem as gemadas com rapadura lhe fizeram encher os braços e as perninhas mirradas.
Batizado de Alberto Finermannn Júnior, ficou sendo chamado carinhosamente de Finermanzinho.  Daí pra Fininho foi só uma abreviação.
Findou por Fininho mesmo.
Pra piorar, no ano que completaria 06 anos dona Gumercinda acamou-se acometida de uma febre desconhecida que nem reza e nem mezinha conseguiram debelar, finando-se em menos de uma semana.
Cel Laurindo que nunca tinha aceitado de bom grado a gravidez de Gumercinda não ia criar aquele moleque mirrado que não ia lhe servir de nada.
Depois do enterro botou Fininho no coche e foi visitar o Dr. Raul único médico da região naquela época.
Conversa vai, conversa vem, convenceu-o a ficar com a criança, sob o pretexto de que com os remédio de verme adequados o garoto logo, logo estaria botando água nos potes e dando comida pras criação.
Dr. Raul já era avançado na idade, sem filhos e viúvo há uma quinzena de anos.  Como não poderia deixar de ser, afeiçoou-se ao garoto ensinando-lhe do ofício, e na adolescência o alemãozinho já cortava uma perna ou um braço mais rápido e mais eficiente que o próprio Dr.
Fosse pra cortar ou costurar, Fininho fazia.  Dr Raul só observava a perícia do garoto com um misto de orgulho e admiração.
Fininho conhecia tudo de veias e artérias, de órgãos internos vitais e de intestinos.  Fazia incisões magistrais sem danificar ou cortar nada que não fosse extremamente necessário.
Uma noite, Fininho foi acordado bruscamente.  O Capitão Chagas tinha matado Dr. Raul em uma briga besta por causa de uma rapariga do bordel....


FOI NO ARIZONA

Papai resolveu que iria construir uma nova casa.
Já naquele tempo, por volta de 1980, era difícil conseguir um bom terreno aqui em PDF.
Um engenheiro amigo seu, Dr. Marcílio deu uma idéia amalucada.
- Construa no Arizona.  Lá vc escolhe o terreno e o tamanho!
A idéia era doida, mas foi crescendo e amadurecendo na cabeça de papai.
Construir uma casa na fazenda... coisa de doido, nós pensávamos.
Mas eis que um dia ele chega com uma planta debaixo do braço e abre em cima da mesa da sala.  Era nossa futura casa.
Ficamos eufóricos.  Salão de jogos, terraços à perder de vista, piscina, churrasqueira... Em suma, um verdadeiro clube.
Escolheu o terreno e passou o trator pra planear e arrancar o mato.
No dia de marcar a sapata, lá estava eu ajudando a puxar a linha.
Quando a construção iniciou eu me mudei pra Recife, pra cursar o segundo grau.
Saí com lágrimas no rosto, igual um retirante pau de arara quando deixa seu rincão natal.
Mas não deixei de acompanhar a construção, todo feriadão pegava o buzão em recife e vinha pra Souza, onde papai sempre me esperava com um sorriso no rosto.
Hoje quando vejo meus filhos depois de alguns poucos dias de ausência é que entendo a alegria em seus olhos quando me via.
Finalmente a casa foi concluída e pra mamãe surgiu um novo problema.  Como ia conseguir encher aquele casarão de móveis?
E pra mim surgiu outro:
Papai mandou eu procurar em Recife um cachorro que metesse medo em qualquer um que quisesse pular os muros da casa....
Bom, acho que vai ter de ser um leão de circo.  Mas tinha de achar o bicho...


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

PEDALA MARINGÁ

Dicas interessantes de ciclismo:

"O objetivo principal do Pedal Noturno é proporcionar aos iniciantes companhia para pedalar pela cidade à noite, em grupo, numa boa, sem correrias, num passeio leve, com um mínimo de segurança, integrando uma roda de bons amigos.

O ritmo do grupo é sempre o dos iniciantes, que estão se juntando ao grupo, começando ou retornado a pedalar. O pessoal deve sempre pedalar em pelotão (todo mundo junto, por questões de segurança), com calma, parando de vez em quando pra reagrupar a galera, respeitando as regras de trânsito, os veículos e pedestres, o condutor e o pessoal do fundo (cozinha), e, principalmente, ajudando e orientando os iniciantes, sem deixar ninguém pra trás (furou pneu, todo mundo pára e espera o conserto; quebrou corrente, idem, idem, idem...), lembrando que não é "corrida", "competição" ou "treino", mas sim "passeio".

Estas “regras” são necessárias para que os novatos se sintam seguros, prestigiados, não são deixados pra trás. Este tratamento visa incentiva-los a continuar pedalando e com certeza voltam nos pedais seguintes.

Todo mundo já foi novato e sabe como isso é importante. No começo pedalar 20 km é um tremendo desafio... as subidas são intermináveis, o percurso muito longo, mas depois de duas ou três semanas pedalando, então o condicionamento físico melhora, o ciclista fica mais acostumado com a bike, marchas, etc., e o passeio vai se tornando tranquilo.

 Mas por que devemos ficar o tempo todo juntos, num pelote só?

 Por questões óbvias de segurança e, também, porque o pedal fica muito mais agradável, os colegas conversando, zoando, etc. Além disto o objetivo do pedal noturno é ser um "passeio" e não corrida, desafio ou  racha... Pra quem gosta de correr, existem outros grupos na cidade, temos algumas datas de provas disponibilizadas no site.
Lembrando que se cada um for no seu ritmo não precisamos do Pedal Noturno e não precisamos pedalar em grupo. Basta cada um pegar sua bike e sair por aí pedalando.... afinal ninguém tem o ritmo exatamente igual ao do outro. Se o seu ritmo é mais forte e acha que o grupo tá pedalando devagar demais, a solução é bem simples: diminui a marcha e aumenta o giro... Você vai suar, vai ralar e vai continuar agrupado na boa.
Informamos ainda que o passeio também é um pedal gastronômico, visitando bares, restaurantes e feiras durante o percurso, ficando cada participante a vontade para desfrutar da cerveja, da porção, do pastel..... 





A volta de Serrinha dos Campos

E A Coca cola tava gelada estalando.  Daquelas que fica coalhando por cima.
Barack Obama fez questão de pagar.  O simpático dono do bar que nos atendeu, forneceu água de chuva geladinha e deu o numero do celular, garantindo que na próxima preparava uma galinha e uma carne assada.  Era só telefonar antes.
Nos despedimos de todos e fomos em busca de casa.
Paramos um pouco para apreciar a paisagem.
Vista deslumbrante de Pau dos Ferros, e de Francisco Dantas. Valeu a pena tanto esforço.
Fabinho tá de parabéns por ter insistido tanto na viagem.
A turma partiu numa carreira desenfreada e fiquei pra trás.
Quando chegamos na descida da Serra soltei a pretinha.
Passei por Luís e Cleodécio que vinham devagarzinho, cruzei como uma bala por Lafaiete e Fernando e saí na caça de Renato e Fabinho.
Quando fiz a segunda curva lá tava Renato estatelado no chão, tinha sobrado e batido no barranco.
A Elite 2.7 nova que tinha pedido emprestado da patroa jazia escangotada no chão, e ele ainda tava patinando tentando se levantar, sem saber nem o rumo de casa.
Passei batido (também não dava pra frear) e só perguntei:
-Machucou?
- NÃO!
Continuei em frente e descendo.
Lá adiante ia Fabinho.  Pegamos o alto maior.
Nessa altura a bike tava difícil de controlar, e se os freios não fossem Deore, acho que tinha ido ao barro.
Márcio na curva com a filmadora em punho rezando por um desmantelo.
Passei por ele freado nos dois.
Quase sobro na curva, mas aprumei atrás de Barack, e só fui alcançá-lo quase no final e terminamos a descida da serra juntos.
Ora, se a vista já compensou a viagem, que dizer daquela descida emocionante com a adrenalina correndo solta...
Nos reunimos no sopé da serra pra comer um doce, beber água e mangar da queda de Renato.
Daí seguimos pra Chico Dantas, em busca da Coca-cola do Mercadinho de Ronaldo.
Guilherme já tava acordado nos esperando.  Ainda com ressaca pediu arrego dizendo:
-Telefone pra mãe vir me buscar.
Deixamos a bike lá em Ronaldo, e tocamos de volta.  Cruzamos com Mércia que ia buscá-lo já perto de Pau dos Ferros.
Pedalada tranqüila até em casa.
Bom domingo com certeza.


Bar da Serra

Turma reunida

Vista maravilhosa