Bem-Vindo!!!

Todos os fatos aqui postados ocorreram da maneira como estão narrados.
Tirando uma mentira ou outra é claro!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

PEDALA MARINGÁ

Dicas interessantes de ciclismo:

"O objetivo principal do Pedal Noturno é proporcionar aos iniciantes companhia para pedalar pela cidade à noite, em grupo, numa boa, sem correrias, num passeio leve, com um mínimo de segurança, integrando uma roda de bons amigos.

O ritmo do grupo é sempre o dos iniciantes, que estão se juntando ao grupo, começando ou retornado a pedalar. O pessoal deve sempre pedalar em pelotão (todo mundo junto, por questões de segurança), com calma, parando de vez em quando pra reagrupar a galera, respeitando as regras de trânsito, os veículos e pedestres, o condutor e o pessoal do fundo (cozinha), e, principalmente, ajudando e orientando os iniciantes, sem deixar ninguém pra trás (furou pneu, todo mundo pára e espera o conserto; quebrou corrente, idem, idem, idem...), lembrando que não é "corrida", "competição" ou "treino", mas sim "passeio".

Estas “regras” são necessárias para que os novatos se sintam seguros, prestigiados, não são deixados pra trás. Este tratamento visa incentiva-los a continuar pedalando e com certeza voltam nos pedais seguintes.

Todo mundo já foi novato e sabe como isso é importante. No começo pedalar 20 km é um tremendo desafio... as subidas são intermináveis, o percurso muito longo, mas depois de duas ou três semanas pedalando, então o condicionamento físico melhora, o ciclista fica mais acostumado com a bike, marchas, etc., e o passeio vai se tornando tranquilo.

 Mas por que devemos ficar o tempo todo juntos, num pelote só?

 Por questões óbvias de segurança e, também, porque o pedal fica muito mais agradável, os colegas conversando, zoando, etc. Além disto o objetivo do pedal noturno é ser um "passeio" e não corrida, desafio ou  racha... Pra quem gosta de correr, existem outros grupos na cidade, temos algumas datas de provas disponibilizadas no site.
Lembrando que se cada um for no seu ritmo não precisamos do Pedal Noturno e não precisamos pedalar em grupo. Basta cada um pegar sua bike e sair por aí pedalando.... afinal ninguém tem o ritmo exatamente igual ao do outro. Se o seu ritmo é mais forte e acha que o grupo tá pedalando devagar demais, a solução é bem simples: diminui a marcha e aumenta o giro... Você vai suar, vai ralar e vai continuar agrupado na boa.
Informamos ainda que o passeio também é um pedal gastronômico, visitando bares, restaurantes e feiras durante o percurso, ficando cada participante a vontade para desfrutar da cerveja, da porção, do pastel..... 





A volta de Serrinha dos Campos

E A Coca cola tava gelada estalando.  Daquelas que fica coalhando por cima.
Barack Obama fez questão de pagar.  O simpático dono do bar que nos atendeu, forneceu água de chuva geladinha e deu o numero do celular, garantindo que na próxima preparava uma galinha e uma carne assada.  Era só telefonar antes.
Nos despedimos de todos e fomos em busca de casa.
Paramos um pouco para apreciar a paisagem.
Vista deslumbrante de Pau dos Ferros, e de Francisco Dantas. Valeu a pena tanto esforço.
Fabinho tá de parabéns por ter insistido tanto na viagem.
A turma partiu numa carreira desenfreada e fiquei pra trás.
Quando chegamos na descida da Serra soltei a pretinha.
Passei por Luís e Cleodécio que vinham devagarzinho, cruzei como uma bala por Lafaiete e Fernando e saí na caça de Renato e Fabinho.
Quando fiz a segunda curva lá tava Renato estatelado no chão, tinha sobrado e batido no barranco.
A Elite 2.7 nova que tinha pedido emprestado da patroa jazia escangotada no chão, e ele ainda tava patinando tentando se levantar, sem saber nem o rumo de casa.
Passei batido (também não dava pra frear) e só perguntei:
-Machucou?
- NÃO!
Continuei em frente e descendo.
Lá adiante ia Fabinho.  Pegamos o alto maior.
Nessa altura a bike tava difícil de controlar, e se os freios não fossem Deore, acho que tinha ido ao barro.
Márcio na curva com a filmadora em punho rezando por um desmantelo.
Passei por ele freado nos dois.
Quase sobro na curva, mas aprumei atrás de Barack, e só fui alcançá-lo quase no final e terminamos a descida da serra juntos.
Ora, se a vista já compensou a viagem, que dizer daquela descida emocionante com a adrenalina correndo solta...
Nos reunimos no sopé da serra pra comer um doce, beber água e mangar da queda de Renato.
Daí seguimos pra Chico Dantas, em busca da Coca-cola do Mercadinho de Ronaldo.
Guilherme já tava acordado nos esperando.  Ainda com ressaca pediu arrego dizendo:
-Telefone pra mãe vir me buscar.
Deixamos a bike lá em Ronaldo, e tocamos de volta.  Cruzamos com Mércia que ia buscá-lo já perto de Pau dos Ferros.
Pedalada tranqüila até em casa.
Bom domingo com certeza.


Bar da Serra

Turma reunida

Vista maravilhosa

quinta-feira, 28 de julho de 2011

OITICICAS ADQUIREM AMBULANCIA

Os oiticas desta vez resolveram investir alto.
Pra garantir a segurança nas pedaladas, uma vez que o grupo é constituído em sua maior parte de senhores que há muito já entraram nos “entas”, a turma fez uma cota e adquiriu com recursos próprios, uma ambulância.
O veículo possui todos os equipamentos de reanimação cardiopulmonar, e uma enfermeira gostosa pra acompanhar nas pedaladas.
A cerimônia de entrega será na próxima sexta feira com a presença do Excelentíssimo Sr. Prefeito, bem como as demais autoridades da área de saúde do Município.
Contamos com vossa presença para abrilhantar o evento.


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Serrinha dos Campos - 3

E fomos subindo.  Quando terminamos o primeiro alto, o resto da turma nos acompanhou.
Márcio que tava na moto adiantou-se do grupo.
No segundo alto o negócio já foi ficando mais pesado.
Eis que chegou um que tivemos que parar pra discutir como subiríamos.
Cleodécio já foi dizendo que não dava pra subir e colocou a culpa nos pneus.  Um tal de Levorin Praieiro, que eu, ele, Lafaiete e Fernando usamos nas bikes.  E pior, adiantou que se subisse não dava pra descer.  Que os pneus eram lisos e quando freássemos nas pedras soltas era queda na certa.
- Que conversa é essa rapaz, passe a primeira e vamos subindo que dá certo, disse eu já começando a escalada.
Ora, não pedalei nem 10 metros, a bike patinou e parou.
Gargalhada geral. 
Realmente constatei na prática que a situação era critica.
Devido a baixa velocidade, se vc errar uma pedalada não dá pra recuperar.  O pedivela não completa a volta e a bike pára.
Voltei pro início, me concentrei e ataquei de novo.
Dessa vez subi até quase o final quando vi que o frequencímetro já marcava 168.  O máximo que devia ter chegado por indicação médica era 141.
Parei, respirei fundo, aquietei o coração um pouco e subi o restante empurrando com o restante da turma.
Márcio voltou, dessa vez com uma boa notícia:
- Esse aqui era um altinho, depois da curva tem um que dá 2 desses.
Ninguém acreditou, só podia ser gozação.
Mas depois da curva realmente tinha uma subida que só podia ser as ruínas da Torre de Babel de tão alta.
Lafaiete já foi desistindo:
- Vamos voltar, eu vim pra pedalar.  Empurrar bicicleta morro acima não é comigo não.
Cleodécio por outro lado já tava meio que desistindo também, mas não se preocupava com a subida, e sim com a descida.
Tavam com razão, mas graças a Deus passou um cristão de moto e disse que já távamos pra mais da metade e lá em cima tinha um bar que vendia Coca-cola geladinha.
Bom, a coisa agora mudava de figura, se tinha Coca-cola....
E fomos andando morro acima.  Hora empurrando, hora pedalando, vencemos a danada da serra.
Pegamos uma chapada e começamos a curtir a paisagem.  Primeira casa escuto um grito:
- NELSIIIIIIINHOOOOO
Só podia ser uma miragem, era mulher, era bonita e tava me chamando.
Botei os óculos na cara e reconheci, era Wênio, cunhado de Fernando e sua esposa Simony que já andaram diversas vezes com a gente guiando o carro de apoio.
- Que Diabos vcs tão fazendo por aqui?
- Eu é que pergunto.  Papai e Mamãe moram aqui respondeu Simony.
Estávamos em casa, água gelada, rapadura e guias pra nos levar até o bar da Coca-cola. 


Trilha entre Chico Dantas e o pé da Serra

Luís num dos primeiros altos

Mata burro

Esse já era maiorzinho

Esse era vitaminado

Só vai com motor

terça-feira, 26 de julho de 2011

Serrinha dos Campos - 2

Lá no Titanic, a surpresa que não era surpresa.
A turma de Mossoró não tinha vindo.
Deividson foi quem anunciou a ausência.  Vinha montado em uma bike Mônaco das mais fulêras que existe.
Aguentei calado porque não queria desgostar o amigo, mas tava claro que aquela bike não agüentaria o primeiro buraco carregando os 120kg do homi.
A coisa tava meio desorganizada, sem carro de apoio, sem água de reserva.
Achei que era melhor deixarmos pra outro dia e mudarmos pra um percurso mais light.
Fabinho insistiu em ir e colocou em votação.
Pois não é que o Barack Obama pauferrense ganhou a teima !?!
Esperamos até as 06:00 enquanto Fernando se maquiava pra poder sair, e fomos em busca da Serra.
Guilherme coitado, ia só o bagaço no rumo de Chico Dantas....
Demos uma parada lá em Ronaldo pra tomar um café da manhã básico de pão com coca-cola.
A informação foi de que dali pra Serra dava uns 15km só de subida e estrada ruim.  Boa notícia.
Márcio chegou numa moto pra dar apoio e Guilherme que tava só o caco, abriu o bico dizendo que não agüentava mais nem se levantar da cadeira.
O jeito foi armar uma rede lá em Ronaldo pra ele se recuperar.
Como tinha de esperar o rapaz se recuperar, resolvi subir a serra também.
- Na volta eu lhe pego!
Pegamos uma estrada de barro boa de se andar, e pedalamos uns 5 ou 6km, parando debaixo duma oiticica pra beber água.
Deividson triste, constatou que o canote da bike estava entortando.
O pessoal dando uma força pra desempenar e seguir viagem, eu não me contive e lasquei:
- Vá não.  Não pegamos nenhum buraco e já entortou.  Vai quebrar e fazer “um arte”.  Pior se quebrar o garfo.  É melhor voltar pra casa.
Meio à contragosto já que o percurso tinha sido idéia dele, resolveu voltar e nós seguimos em frente.
Os mais afoitos aumentaram o ritmo, ficando eu, Fernando e Cleodécio um pouco pra trás.
Numa encruzilhada tinha uma casa.  Paramos pra perguntar o rumo.
O pessoal muito simpático informou que o caminho certo era pra direita, mas que o resto do pessoal tinha tomado à esquerda.
Cleodécio pegou o apito e soprou até ficar vermelho mas ninguém ouviu.
Resolvemos seguir em frente devagarzinho, que quando eles notassem que estavam no rumo errado voltariam.
E assim fomos, até que a Serra se descortinasse inteira com sua primeira subida.
MEU DEUS COMO É ALTA!!!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Serrinha dos Campos - 1

Guilherme, meu filhote de 20 anos está passando as férias aqui em casa.
Tá com umas 10 vezes que convido pra pedalar e nada.   A preguiça não deixa.
Sábado, quando cheguei em casa no finalzinho da tarde, o menorzinho, João Pedro, veio me encontrar na porta e já foi entregando:
- Guilherme chegou Bêbo.  Ta dormindo no quarto.
Ora, Guilherme nem beber bebe, pensei.  Mas fui verificar.
Realmente tava dormindo.  Bebado como um gambá.
Fora visitar Rudá e Sandi, e Dr. Santidio não tendo o que fazer deu uma garrafa de uísque pros meninos.  Deu no que deu.  Ficaram tudo bêbo rodando.
No início da noite, recebo uma ligação de Deividson:
- Rapaz, vem um pessoal de Mossoró e vamos subir a Serrinha dos Campos ali perto de Chico Dantas.  Vai todo mundo e queria confirmar sua presença.
Já tinha informações do trajeto, talvez o mais pesado da região.  Como tinha passado a semana meio baleado e dormindo mal, declinei do convite:
- Subir a serra eu não vou, mas acompanho até Francisco Dantas.
Já fui na Bike, dei uma limpada, oleei a corrente, calibrei os pneus, chequei os equipamentos, separei a roupa, enchi a garrafa dágua e botei pra congelar.  Tudo em ordem.
04:30 o despertador me avisa que já ta na hora.
Quando estou vestindo a roupa, aparece Guilherme, ainda meio tonto:
- Vai pra onde?
- Ali em Chico Dantas!
- Vou também.
Já dou uma corridinha, separo roupa pra ele, pego a outra bike, e rapidinho tá tudo pronto.
E fomos pro Titanic se encontrar com o resto da turma.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O SABIDO ERA BURRO? - Parte 2

Eis que depois de dois anos Dona Ermelinda chega em casa esbaforida e sem fôlego.  Vinha do telégrafo.
Reúne o resto de suas forças e grita:
- TONHO!  DINDINHO CHEGA MÊS QUIENTA!
- À que data?, pergunta Seu Tonho já aflito de tanta alegria.
- Dia 10 Tonho, dia 10.  Responde mostrando o telegrama tão esperado.
Seu tonho coloca o chapéu em cima da já rala cabeleira e vai na casa de Mestre Jonas, o único taxista do lugar, reservar o carro pra ir buscar Dr. Eduardo, como trata Dindinho em publico, na estação de Patu.
Só quem é Pai e tem filho fora é que sabe o que é a dor da espera, e a alegria de tê-los novamente em casa. 
Mas esses feladaputa não tão nem aí.  Preferem toda à sorte de miséria a estar com seus pais no aconchego do lar, pensou seu Tonho.
Dona Ermelinda se apurou na preparação do banquete e dos acepipes.
Seu Tonho mandou João Preto trazer o novilho que vinha engordando há dois anos, e reservou 15 grades daquela caninha de Vitória de Santo Antão, que só Doca do Bar sabia onde conseguir.
E completando, contratou os dois melhores violeiros pra cantar em verso e prosa a volta de Dindinho.  Desculpem.  Dr. Eduardo.
A festança ia ser muito maior que a primeira.
Um dia antes da data marcada, que surpresa!
Seu Tonho estava no armazém, pára um cavaleiro na frente e se apeia.
Quando levanta o chapéu descobrindo o rosto, seu Tonho reconhece a figura tão querida.
- DINDINHO!
Grossas lágrimas escorrem pelo rosto.  Dr. Eduardo está magro com alguns poucos cabelos brancos a surgir aqui e ali.
A tez amorenada e as mãos calejadas sugerem trabalho pesado debaixo de sol.
Seu Tonho nada pergunta. A hora era de celebrar.
Banquete arrumado debaixo das frondosas mangueiras da praça, logos os convidados vão chegando, cada qual procurando um tamborete pra se sentar.
Já noite e com a comida rolando solta, eis que risca a camionete do Coronel Ferreira.
Seu Tonho corre pra receber o ilustre convidado, mas estaca no meio do caminho, lívido como se tivesse recebido um tiro.
O Coronel tinha trazido Fininho.


Continua....