Bem-Vindo!!!

Todos os fatos aqui postados ocorreram da maneira como estão narrados.
Tirando uma mentira ou outra é claro!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

VOCÊ SABE O QUE É MIÍASE?

Se não sabe, coloque o Google pra procurar imagens e digite miíase.
Uma imagem vale mais que 1.000 palavras.
Em Fazenda sempre fiz de tudo, castração, descorna, aplicação de medicamentos, drenar abscessos, etc.
Mas quando Papai foi me ensinar a curar uma bicheira não enfrentei.  Comecei mas terminei vomitando e não quis mais encarar a danada
Bicheira ou miíase, surge quando um ferimento não é tratado e a mosca varejeira pôe os ovos dentro.
Os ovos eclodem e as larvas se alimentam da carne do animal, formando uma espécie de caverna na pele.
Às vezes o buraco na pele é pequeno, mas o interior abriga dezenas de “tapurus”.
Na verdade a miíase tem uma vantagem.  O ferimento não infecciona.
Devido os tapurus se alimentarem da carne,  comem a carne necrosada primeiro, limpando o ferimento.
Relatos dão conta que na Primeira Guerra Mundial, o socorro a um soldado ferido podia demorar dias e quando a ferida ameaçava contaminar, os paramédicos infestavam a mesma com larvas, para evitar a contaminação.
É uma ferida antes de tudo fedorenta e nojenta. 
Vou ensinar a tratá-la caso seu animal apareça com a mesma.
Raspe os pêlos do local, lave com água e sabão, aplique um mata-bicheira que se encontra na farmácia veterinária.  As larvas vão começar a se agitar.  Peque um cotonete ou um pauzinho e comece a retirá-las, e de vez em quando aplique o mata bicheira novamente, e vá tirando os tapurus até o último.
Se nesse ponto vc ainda tiver condições de continuar, e não tiver colocando as tripas pra fora, encha o ferimento com ungüento e aplique um vermífugo à base de ivermectina.
Pronto a bicheira vai se curar com certeza.
Contei isto tudo pra vocês só pra dizer que nos últimos 30 dias apareceram duas crianças aqui no hospital com miíase na cabeça.
Imagine os cuidados que estas crianças estão tendo em casa.....


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

QUAL O DVD MAIS ESPERADO DO ANO?

Vc que respondeu o de Anízio Júnior se enganou.
Tá todo mundo ligado procurando o DVD da academia....
Mas não vamos acusar o rapaz.
De repente ele tava produzindo um Big Brother pauferrense.





TIRARAM O CABAÇO DO VÉI LUÍS!

Depois que começamos a pedalar todo mundo já foi ao barro.
Teve queda boba, e teve algumas feias, daquelas do nêgo terminar em Hospital.
Fernando é o campeão com 06, mas Cleodécio se aproxima rapidamente na contagem.  Disputam praticamente cabeça a cabeça.
Só não caiu ainda eu e o Véi Luís.
Quer dizer.  Só não caiu eu!
Numa trilha que fizemos ontem à noite o Véi Luís largou o rabo no chão que o mocotó entrançou.
Levantou-se desconfiado e seguiu o resto da viagem bem caladinho.
Nem do picolé lá no posto de Dr Borja quis provar.
SÓ FALTA UM!
Foi o mote da turma no resto da viagem de ontem.
Só falta um.
Mas custa!




CÃO QUE MUITO ANDA ACHA RABUGEM, PRA SI OU PRA SEU DONO

À pedido de Vinicius vai um pouco da historia do cachorro pernambucano:
Comanche cresceu rapidamente.
Tornou-se um exemplar espetacular de Fila Brasileiro.
Grande e forte impunha respeito não só pelo porte, mas também pelo latido que mais parecia um rugido dum leão.
Entretanto era muito dócil.
Quando chegava alguém ele dava um latido pra avisar que tava ali, e só encostava se desconfiasse de alguma coisa.
Acho que com uns 03 anos de idade as cachorras começaram a freqüentar o muro lá de casa.  Eis que de repente Comanche aprendeu a pular o muro pra namorar.
De namoro em namoro aprendeu a farrear, e logo se ausentava por 3 ou 4 dias só voltando quando a fome apertava.  Chegava magro só a cangalha.

Vc conhece quando a cidade está se desenvolvendo quando criam o primeiro Cabaré.
Teve Cabaré tá no rumo certo.  É fato consumado.
Os mais antigos devem se recordar que o antigo Cabaré da cidade se encontrava onde hoje é a Lafaiete Diógenes.
Não o conheci.  No meu tempo de rapaz era lá na frente da Livel, inclusive um dos prédios ainda se encontra de pé.
A Boite Alabama era a mais conhecida.  Muito bem freqüentada não era só um encontro para os prazeres da carne.  Muitos iam pra lá pra beber e dançar.  Passando na estrada à noite dava pra ver a turma lá dançando.

Pois bem.  Numa dessas noites, ainda cedo papai recebe um telefonema.
- Dr. Nelson?
- Sou eu mesmo.
- Aqui é do cabaré de Tiquim, dava pra o Sr. dar um pulinho aqui?
- Fazer o quê?
- Buscar seu cachorro que tá aqui.
Chegando lá encontrou Comanche deitado no meio do salão como quem não queria nada.
Não tinha música tocando, nem cliente dançando, e pior.  Não teve cristão que tivesse coragem pra enxotar o dito cujo, que veio rebocado pra casa em cima da Pampa.
Comanche apesar das farras ainda viveu muito até, como diz o ditado, achar a rabugem, que hoje acredito fosse calazar, morrendo na Fazenda Bica pra onde foi levado.


Senta que o bicho é manso

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

VAMOS OCULTAR UM CADÁVER?

Para os amigos tudo... Até a honra!
Você faz de tudo pra não se meter em encrencas.
Mas tem certos amigos que vc entra no fogo com eles.
Não dá pra fugir.  Vc faz porque sabe que eles fariam o mesmo.
O crime de homicídio prescreve em 20 anos.
A historia que eu vou contar aconteceu há 25, portanto acho que já prescreveu.
Mas por segurança vou omitir os nomes.
Duas da manhã o telefone de casa toca:
- Alô!?
- Nelsinho é fulano.
Já sabia que era encrenca.  Naquela hora e naquele tom de voz....
- Diga!?.  Que é que manda?
- Fale baixo e não diga nada a ninguém.  Venha aqui no motel e me procure no quarto 05.
Gelei.
Me veio na hora, que ele tinha matado alguém.
E pior, minha incumbência era esconder o corpo.
Vesti uma roupa rapidamente escovei os dentes e fui.
Antes é claro joguei uma lona, uma pá e um picarete em cima da Pampa.
Se tinha de fazer ia fazer bem feito.
Cheguei no Motel, que naquele tempo era por trás do Hotel Jatobá, o portão se abriu e lá fui eu para o quarto 05.
A Deserter XK do meu amigo estava parada e ele já me esperando na porta.
- Pode dizer!
- Vc tá cego, não tá vendo não? me disse injuriado, apontando pro pneu traseiro murcho.
- Tô com problema de coluna e não dou conta de trocar sozinho.
- Féla da puta.  Vc me acorda de madrugada pra trocar o pneu de seu carro?
- E vc queria que eu chamasse quem?  Minha mulher ou o marido dela?  Disse apontando pra porta do quarto.


A gente se mete em cada encrenca...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

PROCURANDO A "BESTA FERA" PAUFERRENSE - 2


Não me lembro mais onde foi a exposição, mas no domingo eu estava lá.
Peguei, como diz a música, quatro condução.  Duas pra ir e duas pra voltar.
Fiquei realmente impressionado com o tamanho e o porte dos cachorros.
Aqueles certamente punham medo em qualquer um.
Todos bem cuidados, gordos e escovados preparados com refinamento para o desfile de gala.
Seus donos conversavam uns com os outros e mostravam orgulhosos os pedigrees de seus animais.
Num canto meio acanhado tinha um rapaz com um Fila tigrado de preto.
Grande ele era, mas estava magreirão e com um olhar de fome.
O dono certamente já pensava no que estava fazendo ali no meio de tanta pompa e circunstância.
Os juízes começaram a examinar os animais, anotando em suas pranchetas as observações.  Passaram pelo magreirão com um ar de desdém.
Eis que de repente irrompe no recinto um dos juízes com um revolver de espoleta em cada mão.  E tome tiro.
Foi um Deus nos acuda.  Cachorro correndo pra todo lado.
Um Caim, Caim, Caim de cachorro frouxo por toda parte, uns até se cagaram de medo.
O magreirão deu um pulo e partiu pra cima do homem dos revólveres.  Se seu dono não lhe segura firme tinha lhe feito em pedaços.
Fiquei resolvido e durante a semana comprei um filhote de Fila tigrado batizado de Comanche e ainda de lambugem aprendi uma lição.
Damos muito valor a nossos amigos afáveis, bons de papo, limpos e bem escovados, que nos acompanham nas cervejas do final de semana.
Apreciamos a companhia de alguns bajuladores engravatados, conhecedores de vinhos e acepipes caros em detrimento às vezes daquelas pessoas humildes que nos acompanham ao longo da vida, deixando até de convidá-los em algumas ocasiões especiais.
Pois vejam vcs.  Quando o sapato apertar não espere que os cervejeiros, os bons de papos e os bajuladores venham lhe ajudar.
São os primeiros a lhes virarem às costas.
Aqueles que já sofreram as agruras, que sabem o que é o trabalho duro e as privações é que lhe socorrerão.
Vc dorme com seu Poddle dentro do quarto, lhe dá ração, manda ao cabeleireiro, passeia com ele de carro e lhe beija na boca.
Mas quem vai lhe ajudar no momento de precisão é aquele magreirão que você dá resto de comida e que dorme ao relento num buraco que cavou na areia do muro.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PROCURANDO A "BESTA FERA" PAUFERRENSE

Em Recife morava com meus avós.
Meu avô Rodolpho, era um senhor baixinho, gordinho e careca.
Um típico avô.  Sempre de bom humor apesar da idade e da saúde debilitada. Um doce de pessoa em todos os aspectos.
Leitor voraz de jornais e revistas, recebia diariamente umas 03 edições jornalísticas do Estado.
Eu não vou negar, também lia os jornais, principalmente os classificados, que naquela época não oferecia mulher ainda.
Mas cachorro já ofereciam.
Comecei a busca do cão “besta fera” pra levar pra PDF.
Comecei procurando por um Pastor Alemão,  que bonito e dócil não fazia medo a ninguém.  Desisti.
Passei para o Boxer.  Uma fraude.  Medroso que só ele.
Gostei do Doberman, mas disseram que mordia até o dono.
Dei uma pesquisada em uns livros na biblioteca do Colégio Nóbrega, onde estudava e surgiu uma raça que poderia se adequar.  O Fila Brasileiro.
Lá pelo final do mês, já tinha gasto quase todos os meus passes de ônibus na busca do Cérbero pauferrense, e ainda não sabia onde achar esse tal de Fila Brasileiro.
Vovô foi quem chegou com a solução:
- Vc viu no Jornal do Commercio?  Tem uma exposição de Fila Brasileiro no domingo!
Tinha visto não.  Mas anotei a hora e o local, e domingo com certeza eu iria dar uma olhadinha...


Esse impõe respeito