Bem-Vindo!!!

Todos os fatos aqui postados ocorreram da maneira como estão narrados.
Tirando uma mentira ou outra é claro!

sábado, 4 de dezembro de 2010

THE BIG RED - Parte 4

Depois de resolvermos o pequeno “prego” e aproveitarmos pra fazer um lanche, seguimos viagem.
Chegamos em Caicó à noite, e lá depois de muita tentativa a sogrona Marenice adivinhou o destino.
- Nós estamos indo pra Santa Cruz.
Exatamente, nós estávamos indo pra Santa Cruz.
O resto do caminho foi tranqüilo, sem nenhum episódio, somente uma carreta tombada no meio da pista nos atrasou, enquanto um trator abria um caminho pra liberar o trânsito.
Ao entrarmos em Santa Cruz, avistamos logo a Estátua de Santa Rita em cima do morro, bastante iluminada.  Realmente um monumento e tanto.
Chegamos na pousada que estava reservada (Panela Quente - 3291-3205).  Lugarzinho simples mas muito agradável, limpinho com Ar, frigobar e Tv.  
Descemos a bagagem, Jantamos num restaurante maravilhoso na vizinhança e fomos dormir.
Amanhã vai ser dia de missa!





Continua....




O DISFARCE DAS ROLINHAS

Quando menino gostava de caçar com uma espingarda de pressão.  Acho que aprendi a atirar antes mesmo de ler.
Estava de férias e meu avô chamou pra passar uns dias com ele na Bica, fazenda onde morava.  Aceitei na hora.  Na época devia ter uns 10 anos de idade.
Antes de sair papai me deu uma caixa de chumbinho e pediu que trouxesse umas rolinhas pra ele comer assada.
Ora, com certeza traria.
Hoje nem caço nem como qualquer espécie de caça.  Nem me ofereça.  Mas naquele tempo eu atirava no que se mexesse, embora errasse mais do que acertasse.  Com uma caixa de chumbinho então...
Depois de três dias de caça só tinha matado 4 rolinhas.  E agora?  Papai ia me chatear o resto da vida.  Não podia sofrer esta desfeita.
- Mas era porque as rolinhas estavam muito brabas! Não deixavam chegar perto pra eu aprumar a mira, falei sozinho.
Elas deviam ser mansas igual aos cabeças-vermelhas, pensei.
Mas espere, os cabeças vermelhas têm o tamanho de uma rolinha.  Salgado ninguém vai notar a diferença.
Mandei fogo nos cabeças vermelhas.  No resto do dia matei uns 10.  Tratei salguei e as rolinhas estavam prontas pra levar pra papai.
Cheguei em casa e entreguei a encomenda.  Na hora o carão já comeu solto.
- Vc matou os cabeças vermelhas seu malvado?
- Matei não pai, é rolinha.
- Rolinha o quê seu moleque, a rolinha quando salga fica marrom e os cabeças-vermelhas tem a carne rosa.  Tá querendo me enganar?.
Já puxando o beiço pra chorar justifiquei:
- Mas pai é porque eles eram tão mansinhos, deixavam chegar bem pertinho.
- Eles são mansos porque ninguém os caça.  Eles cantam, e pássaro que canta ninguém atira neles.
Desde então aprendi a lição, que por certo é aplicada a gente também.  Diariamente tanta gente morre.
Quem já ouviu falar que mataram um cantor?
O cabeça-vermelha e a rolinha

THE BIG RED - Parte 3

Bom, vamos recapitular.  Comprei a Big Red e ninguém gostou.  Antes de cortar a bichinha e transformar em um carro de carga resolvi fazer uma última viagem.  Mesmo sem informar o destino, foi todo mundo.
Saímos no sábado depois do almoço.   O carro como era bastante grande permitiu colocar um colchão e os meninos se revezavam sentados ou deitados lá atrás. 
O roteiro tinha feito pelo Google maps,  mas cada vez que puxava o mapa pra consultar os meninos tentavam tomar pra saber pra onde íamos.
Resultado, me perdi terminando por sair em Brejo do Cruz-PB.
O bom de ter se perdido é que conhecemos o casarão de “Tio Benício” meu tio-bisavô, cuja arquitetura ainda é imponente mesmo estando em ruínas.  Se fôssemos um País sério já estaria restaurado e seria um ponto turístico.  Veja aí:





Saindo do casarão pegamos de novo a estrada, um trecho ruim da porra, só buracos e pouco asfalto.  Na subida de um alto a Big Red fez “plum, plum, plum” e morreu.  Lá no meio do nada debaixo de um sol abrasador.
Meu sangue gelou e na hora o pessoal gritou:
- O que foi?
- Pegou Ar, só não sei dizer o motivo.
Levantei o capuz e verifiquei que na troca de óleo o bombeiro tinha deixado a bombinha folgada.
Soltei os parafusos do filtro, bombeei óleo e apertei os parafusos.
Pedi que todos cruzassem os dedos e dei na partida.  Milagre!
Pegou de primeira e o rugido forte do MWM D229 fez se ouvir vibrante ecoando nas serras.
- Todos à bordo e vamos simbora.

Continua....

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Escolha sua bike sem dor de cabeça (ou quase) - IV

Garfo/Suspensão: A suspensão dianteira é outro item delicado.
Se seu uso for pra trilhas mais pesadas, vale a pena investir mais um pouco em uma suspa com 100mm de curso, senão, compre uma proschock E60 que pesa apenas 1,5 kg, e custa em torno de R$ 370,00.
Não se iluda com o preço comprando uma Logan ou similar (R$ 85,00), que o barato vai sair caro,  talvez vários dentes quebrados.
Leve em conta também que alguns profissionais já utilizam o garfo rígido de fibra de carbono, e segundo eles melhora o rendimento em trilhas leves.


Pneus:  Pneus de trilha ou de asfalto.  Misto não é indicado, pois o rendimento é fraco nas duas situações.  Para asfalto quanto mais fino melhor o rendimento, e menor o conforto.  Utilizo um 26x1.0, já alguns colegas preferem o 26x1.5.  Não esqueça de incluir na sua escolha uma boa câmara e um protetor.

Rodas e freios:  A roda não tem muito mistério.  Se quiser gastar pouco em uma roda honesta, compre uma vzan action.  Se puder e quiser pagar um pouco mais garimpe um par de Xero pela Net.


Já os freios, a escolha recai entre os V-brakes ou discos.  Essa escolha é pessoal.  Qualquer escolha deve ser por um de boa qualidade.  Existe conjunto de  V-brakes por R$ 20,00, mas uma consulta a um ortopedista geralmente sai bem mais caro. 
Já os freios à disco tem uma grande vantagem.  Se a roda desalinhar durante um passeio ou trilha, ele não vai perder eficiência o que fatalmente ocorre no V-brake.  O à disco, também permite se fazer mudança do conjunto de rodas mais facilmente, bem como possibilita colocar uma roda 700 com pneu speed, se vc quiser dar uma radicalizada no asfalto.
Um bom shimano mecânico já resolve, mas o hidráulico é show. 


Continua...

MULTIMEDIA BOYS

Quem tem mais de 40 e morou aqui no interior vai saber do que estou falando.
Na minha infância as coisas eram diferentes.  Ainda que a principal diversão fosse a televisão, as opções eram poucas. TV Tupi em preto e branco!  A escolha se resumia entre ouvir o som ou assistir a imagem.  Juntar as duas era um fato comemorado.
Assim as crianças tinham pouco acesso ao MUNDO, resumido em livros e na lousa da escola, que de certo modo era o único aprendizado da maioria.
Hoje é completamente diferente, as crianças têm acesso a uma quantidade de informações que faria inveja ao mais bem informado daquela época.
Ás vezes pego meus filhos discutindo coisas que nem eu sabia.  São os multimedia boys.   Garotos multitarefas, que acessam o computador, jogam, conversam com vários colegas ao mesmo tempo, e ainda assistem vários canais de TV, aberta e à cabo.
Conhecem e curtem mais os campeonatos de futebol do exterior do que o nacional, que classificam de fraco e de peladas.
Observando estes pequenos “gênios” é que se percebe o porque da ojeriza da maioria com a escola.
Louza e professor falando, e falando, e falando, é realmente coisa do século passado.
Não saiu na foto, mas a tv estava ligada

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

No rumo de Brejo das Freiras (só de ida) - Parte I

Tava eu de novo em casa chega Élder.
- Domingo vamos pra Brejo das Freiras, tem um encontro de ultraleves lá.
- Nem morto, já quebrei teu galho no outro dia.
- Homi, pelo amor de Deus não quero perder esse encontro.
- Dá certo não.  Minha carteira tá atrasada, vc não tem a sua ainda, se cairmos ainda vão nos chamar de irresponsáveis.
- Vamos que eu pago tudo.
- Assim sendo... Vc é quem manda.
Sábado pela madrugada, espero Élder em casa.  Ele chega e informa que só vai dar pra ir pra Brejo no domingo, mas que quer fazer um vôo.  Fomos pra o aeroporto, abastecemos, checamos a aeronave, e fomos no rumo de Martins.  Desta vez não nos perdemos.  Pouso em Martins, pequena parada pra estirar as pernas e retornamos à base.
Martins é uma cidade serrana, um dos climas mais aprazíveis do Estado.  A viagem pra Martins sempre é uma aventura.  Térmicas nos impulsionam violentamente pra cima, enquanto que poucos km pra frente o Barlavento nos joga pra baixo, formando uma gangorra que pra alguns é muito desconfortável e amedrontador.  Pra nós era só diversão.
O resto do dia nos dedicamos a consertar o rádio e preparar a aeronave pra viagem de do dia seguinte.  Porém antes tinha de bolar uma excelente desculpa pra mulher.  Oxalá desse certo.
Martins
 Continua....

Escolha sua bike sem dor de cabeça (ou quase) - III

Escolhendo o Quadro:

Não esqueça que bicicleta é como roupa, tem o tamanho certo do quadro, que deve ser adequado ao SEU tamanho.

Quadro: As bicicletas mais confortáveis são as “full suspension”, ou seja,as que tem suspensão na frente e atrás.  Entretanto estas bikes se adequam mais ao downhill ou descidas de ladeiras, e são caras, a partir de R$ 3.000,00 somente os quadros, sendo que o valor de uma boa bike gira em torno de R$ 6.000,00.  Não aconselho comprar estas bicicletas “full suspension” baratas que temos no mercado, pois vai jogar dinheiro fora. 
Procure um quadro adequado à sua altura, rígido, com caixa de direção over e suporte para freio à disco.
Temos bons quadros em alumínio no mercado, sendo os mais comuns em liga 6061 e os mais leves em liga 7005, fora os de ferro em desuso e os de fibra de carbono, ainda não totalmente popularizados.
Quadro nacional em aluminio 6061

Quadro full suspension de boa qualidade

Quadro em carbono
Continua....